11 novembro 2010

"Conga" completa 25 anos!!!



Extra-oficialmente, podemos dizer que Gloria e Emilio Estefan são a própria Miami!!!
Oficialmente há 25 anos, eles mudaram o cenário da música pop para sempre com uma pequena canção chamada "Conga", que atingiu o topo da Billboard, nas listas: Pop, Soul, Dance e Latin.

Sem "Conga" não teria ocorrido provavelmente nenhuma explosão Latina. Não haveria nenhum Marc Anthony, nenhuma J. Lo. E é seguro se dizer que não haveria Pitbull e nem Shakira.

Tudo graças ao sucesso improvável de "Conga" e o Miami Sound Machine, uma banda formada por Emílio, em 1975. Sinceramente, a música não era pop e nem em espanhol, mas não havia nada parecido na música Americana até então.

Naquela época, Whitney Houston estava no topo com o hit “How Will I Know?”, e Lionel Ritchie com “Say You, Say Me". E a Epic/CBS Records, não achava muito boa a idéia de lançar "Conga".

A 1ª batida de Conga eclodiu em 1984, na Europa: "Nós estávamos em um clube, na Holanda, e tocamos um medley de antigas canções cubanas com a banda." - lembra Gloria.

Foi aí que Emilio sugeriu que fizessem algum som baseado nas batidas da Conga, um som único, criado por tambores em forma de barril de origem Africana, serviram de trilha sonora para o Carnaval da sua amada ilha natal.

"Então, Emilio diz para mim: 'Nós vamos fazer isso, porque no final de cada show em Miami, ele iria jogar um pot-pourri de velhas congas cubanas'. Então, nós tocamos e a multidão enlouqueceu. Naquela noite eu disse a Emilio, 'Temos de escrever uma canção que se baseia, e fala, nesse ritmo'."

Animados com a idéia, a banda escreveu a música em pleno vôo pelos países baixos, e gravou uma demo logo na sua chegada aos Estados Unidos, mas foram recebidos com uma certa resistência: "Rádio americana nunca vai tocar isso!" - Diziam os executivos da gravadora.

Mas os Estefans foram persistentes, tocavam a música ao vivo ao público entusiasmado. "Nós dizíamos: 'Se queremos vencer, temos que fazer um som que nos separa de todos'", diz Gloria, que enfrentou pressões para mudar o seu nome para não soar muito latina em sua carreira.

"Nós nunca duvidamos que iria dar certo. Eu ainda amo cantar essa música".

A gravadora finalmente lançou o single, e o sucesso da música deu ao Estefans a confiança para continuar fazendo as coisas à sua maneira.

"O grande marco de "Conga", é que foi feito quando ainda não havia realmente um mercado latino. Não havia uma única estação de rádio latina" - diz Emilio. "Todas as portas estavam fechadas. Era como um edifício que toda a gente dizia que não poderia ser construído. E agora a nova geração pode ver o reflexo disso tudo."

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